terça-feira, 22 de maio de 2012

Psicologia vira arma para Ganso e Neymar no Brasil


Poucas vezes um atleta tão jovem quanto Neymar carregou nas costas o peso de ter que decidir o futuro de uma nação apaixonada por futebol nos dois principais campeonatos do planeta: a Olimpíada e a Copa do Mundo.
Neymar (dir.) e Ganso (esq.) são as grandes esperanças do Brasil na seleção – Foto: Rodrigo Buendía/AFP
Neymar (dir.) e Ganso (esq.) são as grandes esperanças do Brasil na seleção – Foto: Rodrigo Buendía/AFP
Exceção feita a Ronaldo Fenômeno, que disputou a Copa da França em 1998 com 21 anos, e acabou rotulado como ‘vítima e vilão’ da derrota na final (por conta de todos os problemas de saúde que enfrentou na véspera da partida contra os donos da casa), ninguém mais carregou tantas esperanças do povo brasileiro quanto Neymar e, por tabela, seu parceiro de Santos e seleção, Paulo Henrique Ganso.
Por conta disso, o R7 ouviu profissionais ligados à área da  psicologia do Esporte e também especialistas em treinamento para a    mídia para saber o que um eventual fracasso nos Jogos de Londres ou no Mundial de 2014 poderá acarretar ao futuro dos jovens astros da terceira geração dos Meninos da Vila.
João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, por exemplo, ressaltou que é fundamental a realização de um trabalho de fortalecimento psicológico individual e coletivo em Neymar, Ganso e todo o grupo que vier a ser convocado por Mano Menezes para que os impactos negativos e positivos das competições sejam absorvidos com a maior naturalidade possível.
— Seria mais do que necessário, e sim prudente ter um trabalho de psicologia do esporte para fortalecer o emocional e o mental de todos os garotos para que tenham o suporte para aguentar a pressão que será depositada nos dois [Neymar e Ganso]. Eles têm de lidar com o sucesso que uma conquista poderá gerar ou com o fracasso e as cobranças que um insucesso certamente trará.
Cozac lembrou ainda de um episódio ocorrido durante o Pré-Olímpico de 2003, ocasião na qual a seleção era dirigida por Ricardo Gomes. Na época, Robinho e Diego, badalados Meninos da Vila, protagonizaram um episódio infantil, em que Robinho abaixou o calção de Diego durante uma entrevista. Esse é, para o psicólogo, o grande obstáculo para Mano Menezes, Ney Franco e toda a comissão da seleção.
— Não pode misturar descontração com falta de comprometimento, como ocorreu com Robinho e Diego. Isso é um perigo grande que qualquer seleção olímpica pode passar. Tanto o Mano quanto o Ney devem ficar ligados a essa diferença que pode ser crucial no resultado.
Guilhermo Benitez, sócio-diretor da agência XPress Comunicação, especialista em media training, também se mostrou bastante preocupado com o excesso de responsabilidade em cima da dupla, especialmente de Neymar.
— Eu acho que tem que se preparar um discurso que é o caminho da humildade, que eu já vejo o Neymar fazendo. Tem de tentar tirar isso das costas dele, não aceitar esse peso. Não adianta ele fazer sete gols em uma final e a defesa tomar oito, nem no Santos, nem na seleção. Ele é muito elogiado, muito jovem, dá a tentação de assumir uma personagem de protagonista. Mas precisa diluir a responsabilidade com o grupo. 
Para Neymar ficar menos suscetível a essa pressão, Cozac vê uma saída que o Santos vem batalhando diariamente na tentativa de mantê-la viável: segurar o camisa 11 no Brasil até o término da Copa do Mundo.
— Ele diz que antes da Copa não sai. É importante ficar aqui para se fortalecer em termos de comportamento e motivacionais, para na hora em que partir para a Europa, onde a pressão é ainda maior, tenha um comportamento e uma estrutura mais consistentes, que farão com que se firme no cenário internacional.
Neymar tem contrato assinado com o Santos até 2014, mas um acordo para permanecer no País por até dois anos mais. Apostando na permanência do craque, o Peixe conseguiu aumentar a multa rescisória do camisa 11 para aproximadamente R$ 159,8 milhões (70 milhões de euros), mas ainda não brecou o assédio dos principais clubes europeus. (R7)

Fonte: Jornal Agora MS » Futebol »
Publicada quarta-feira, 16 de maio de 2012, às 12:30

Luta Antimanicomial e a lei Paulo Delgado

22/05/2012 - 00h39m



A psicóloga lembrou que o dia 18 de maio foi escolhido como dia da luta para discutir e brigar pelos direitos daqueles que sofrem de saúde mental. Frisou que a luta já está acontecendo, mas é preciso avançar muito.
O trabalho do psicólogo ganhou ainda mais fôlego em 1990. Naquele ano, foi criado uma rede assistencial de saúde e saúde mental e iniciou a discussão com a sociedade em relação ao projeto de lei Paulo Delgado.
Para a psicóloga, era preciso que a lei fosse aprovada para acolher as diferenças, já que o mundo inteiro recrudesceu para conviver com o diferente: os loucos, alcoólicos, drogados, homossexuais, negros, mulçumanos ou qualquer coisa que não esteja normatizado, os tidos como diferentes como usuários de crack estão nas ruas e desafiando o estado.
-É possível  encontrar soluções e saída para cada um. O psicólogo trabalha com a linguagem, em todas as suas vertentes, e com o discurso. Ser psicólogo não é uma coisa simples: é delicado, profundo, não tem respostas fáceis é trabalhar artesanalmente, e isso é possível fazer com o diferente.
Pouco tempo depois, nos anos 2000 o desafio dos psicólogos era tornar a lei 10.216 (lei Paulo Delgado) letra viva, estruturar a rede assistencial, preparar os profissionais de saúde para atuarem no campo da saúde mental.
-A partir de 2010 percebemos que era preciso estruturar a rede de atenção aos usuários de álcool e outras drogas, consolidar a rede de saúde mental, fortalecer o controle social e repolitizar o SUS, fazer diálogo diário com o poder público. Além disso, fizemos frente de direitos humanos para os usuários de álcool e droga.
Marta Eliza salientou também a importância de não deixar a saúde ser vendida, que deve ser garantida pelo estado.
-Nós defendemos serviço de saúde pública e estatal. Saúde é direito de todos e dever do Estado. Esta frase foi luta hercúlea, e hoje, eles querem acabar com esta frase: o setor privado e muitos públicos.
Em vários momentos da palestra, a psicóloga citou o SUS, alertando para que o sistema não seja seletivo. Disse ainda que os psicólogos devem combater a privatização da saúde, a terceirização do SUS e a precariedade do profissional como as contratações das prefeituras sem concurso.
O tema da Luta Antimanicomial em 2012 é SUStentar a diferença, saúde não se vende, gente não se prende.

Fonte:  http://www.onorte.net/noticias.php?id=38590 
 

Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida, diz pesquisa cigarro

Estudo apontou que quem já teve algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco de câncer aumenta 32 vezes mais. 
                                                                             Do Gay1 Brasil, com informações do Terra


Publicado em 26 de Abril de 2012


Cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco (Foto: Divulgação)Cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da
lista entre os comportamentos de risco
O tabaco, substância presente no cigarro, e o consumo de bebidas alcoólicas sempre foram apontados como um dos principais fatores para desenvolvimento de câncer na região da garganta. Pois agora cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco.

Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas no colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.

Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.

Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.

Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.

Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.

Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.

No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.


Fonte: http://brasil.gay1.com.br/2012/04/sexo-oral-causa-mais-cancer-de-garganta.html#